Professor de Meditação | Psicoterapeuta da Alma & Life Coach | Orador | Escritor | Hipnoterapeuta | Sexualidade Sagrada

Meditação

A meditação é uma forma de ir dentro de você mesmo, uma forma de reconhecer a sua origem, a sua raíz. Mais do que uma disciplina, a meditação é uma porta para a clareza e sobriedade mental e emocional... uma ação ao encontro do mais puro que é, em si mesmo!
A meditação permite-nos perceber que não somos o corpo, não somos a mente, nem tão pouco somos as emoções nem a alma. Através da meditação tomamos consciência que somos esse todo em simultâneo, inseparáveis da fonte e da nossa originalidade mais pura.

Meditar não é um estado mental, é uma presença ausente, uma consciência que não se pode 'ter' porque a somos em tempo real nesse momento.
Meditar é expandir a consciência a um nível infinito... é perceber que todo o universo é porque nós somos.

A meditação sempre existiu, e esteve presente na ação mais simples do ser humano - o momento em que o ser humano está no presente, entregue apenas ao momento... sem querer saber mais nada... sem se projetar para o momento seguinte. Fazer o que nos faz sentir vivos, e felizes é meditar. Observar a vida, no simples ato de observar, sem acrescentar ou retirar seja o que for do cenário que estamos presenciando, é meditar. Dançar, ser, celebrar, festejar o momento é meditar. Ficar sentado sem fazer nada... rir por nada... ser feliz por nada é meditar. Fazer amor, na entrega mais pura à existência e partilha entre dois seres é meditar. Brincar que nem uma criança, sem medirt consequências, porque não fazem parte dessa realidade infantil, é meditar.

Um pouco do meu percurso na meditação 

Só agora começamos a ouvir falar em meditação com alguma convição.
Parece que só agora nos começamos a convencer que afinal os nossos antepassados afinal até sabiam algo certo sobre a jornada interior. Lembro-me do meu avô me dizer algumas vezes que, para se plantar uma semente ou algo na terra, tinhamos de estar livres e convitos que a semente ia germinar - sem lhe atribuir um nome, o meu avô estava a dar-me indicações para meditar nesse ato.

Durante muito tempo pensei que a meditação era apenas para os yoguis e para os mestres desenvolvidos espiritualmente. Ao observar as posturas de lótus, e todas as posturas de contorcionismo, pensava para meditar precisava saber fazer aquilo tudo. E para fazer aquilo tudo, precisava de treino e treino exigia disciplina - e eu não me apetecia!
Li muito, bati a muita porta à procura de respostas para a realidade interna - que só eu mesmo poderia responder - mas procurei muito por uma alternativa que me levasse ao que Jesus, Buda, S. Francisco e tantos outros apelidavam de paz e amor.

Já havia lido sobre a meditação, em que o autor se referia ao EU SUPERIOR, como algo puro e quieto dentro de nós (Deepak Chopra). Já havia lido que existia um potencial infinito que nos permitia aceder a memórias e a registos guardados pela nossa alma a um nível muito profundo (Brian Weiss). Mais recentemente, aos meus 25 anos, li no livro 'O Poder do Agora' de Eckart Tolle, que o importante era sermos apenas o momento. E tudo fazia sentido, mas nada 'batia' cá dentro - sabem aquele sinal de sino que parece que procuramos sem saber que existe e nos faz sentir que ressoa e que é verdade pura?
Escapava-me algo... existia algo que ao tentar não tinha em conta, que só vim a descobrir mais tarde - era o deixar de 'tentar' e passar a 'ser' o que procurava encontrar!

Foi após um confronto direto comigo mesmo que me senti obrigado a parar e a fazer o que nunca havia feito - simplesmente olhar para dentro, sem desejar nada mais a não ser isso mesmo. E foi aí que descobri aquilo que chamo de sensação orgásmica natural - uma sensação que me permitia somente ser na existência em tempo real, sem me abandonar e sem necessidade de fazer parte - a mesma sensação do orgasmo.

Após esta descoberta, percebi que tinha encontrado a porta para a paz e o verdadeiro amor. Apenas teria de praticar isso muitas vezes para que a lembrança em mim fosse maior do que a lembrança antiga associada a memórias menos boas ou depreciativas a meu respeito. Foi aí que comecei a facilitar meditação.
Comecei com a simples meditação guiada, usando o método do Brian Weiss e foi essa consciência que, de alguma forma me preparou para o despertar aos 33 anos.
Ao praticar meditação para os outros, eu lembrava-me mais e mais da importância que era eu torná-la uma prática real no meu dia-a-dia. Pois as questões que iam surgindo implicavam investigar mais fundo.
Já passaram 12 anos desde a minha primeira meditação e posso dizer-vos que me sinto apenas no inicio - pois o universo interno é infinito e tão saboroso que não pára de nos surpreender e ensinar a ir mais e mais dentro.

Que tipos de meditação existem e qual o mais indicado para o praticante inicial?
Existem muitos géneros de meditação hoje em dia, mas acredito que apenas uma nos leva ao que é essencial - a postura quieta, desinteressada em observação à nossa existência. Tudo o que envolve algo mais além disso, leva o subconsciente à procura dos mesmos registos estímulos que foi habituado - a procura 'afora de'!

Como funciona a meditação a nível mental?
A mente é estúpida. O papel da mente é fazer e processar apenas o que lhe dizemos e mostramos para processar, e ela obedece.
Se pensarmos na forma como somos robotizados e programados para um determinado estilo de vida e crenças, percebemos o quanto ela (mente) contribuiu para isso.

A mente não é inteligência - não devemos confundir conhecimento com inteligência.
Conhecimento é algo que se acumula, inteligência é algo que é inato, faz parte desde a existência inicial do cosmos e nós e vice-versa.

Então a meditação tem um papel de 'separar' o que é conhecimento e o que é inteligência. Melhor ainda, a meditação ajuda a construir condições no processador original - que pode ser a mente, o subconsciente, o cérebro ... - para que, na ausência de uma ação condicionada pel formatação já criada, possa surgir a originalidade da mais pura consciência ali residente desde sempre.

Devemos meditar todos os dias?
Meditar é o mesmo que alimentar. Alimentamos o corpo com os alimentos, precisamos alimentar a consciência/alma com a meditação diariamente, caso queiramos alcançar o deslumbre do surgimento da originalidade mais pura em nós, e consequentemente a paz e o amor verdadeiros.

Para meditar, precisamos seguir algum guru ou religião?
Muito pelo contrário - meditar é ser livre de tudo isso. Os maiores manipuladores da história da existência humana tem sido as religiões, os gurus e filosofias de vida baseadas em seguir algo que alguém descobriu como verdade! Mas atenção, não existem manipuladores sem aqueles que querem ser manipulados, naturalmente ao nível do subconsciente.

Ao longo de todo este tempo na entrega ao que sou, desenvolvi algumas abordagens à meditação, sendo que, convém salientar, que a meditação que considero MAIS ESSENCIAL é a meditação que costumo fazer e recomendar diariamente - que é ficar como testemunha da própria existência, observando apenas a respiração, o pulsar, a vida em nós. 10 minutos ao despertar e ao deitar são suficiente para criar a disciplina diária.

Quando descobrimos o centro, percebemos que acedemos a um sem fim de possibilidades e mais do que isso, tomamos consciência do poder criador inato que temos em nós. Acredito que foi aí que todas as disciplinas que conhecemos como associadas à meditação tiveram origem - o Yoga, o Tai Chi, o chi kung, a biodanza, o pilatos, os círculos sagrados... - tudo alternativas que de uma forma original eu já espreitei e desenvolvi ao fim ao cabo, por aceder à fonte.

Então, na minha presença poderás encontrar estas variantes de meditação - todas elas criadas e desenvolvidas por minha conta e risco. Mesmo quando percebia alguma semelhança a yoga e afins, recusava experimentar uma aula para ser o mais fiel possível ao processo de desenvolvimento da postura ou movimento.

São elas:

» Meditação da Fonte (observação e testemunhar a existência, género Mindfullness, tanto quanto sei...) - a rainha, a mãe de todas as meditações.

» Meditação em Movimento:
- Liberdanza (a arte de dançar e sentir a existência no movimento pulsante da vida)
- Ceushi (a arte do movimento lento, presente, na consciência da presença)

» Meditação Ativa Básica (movimento espontaneo, expressão, uso de vendas nos olhos, resgate do instinto básico a tocar um pouco, pelo que sei,  xamanismo)

» Meditação Ativa Dança com Deus (rodopiar sobre o próprio centro e ir ao encontro do mais sagrado que habita em nós e que somos - o criador)

» Meditação Ativa Círculos Sagrados (coreografias circulares que convidam à expansão do ser, à reconexão à originalidade primordial da existência humana - relacionar-se, ser em conjunto, partilhar, a tocar o xamanismo também)

» Meditação Tântrica (expressão da sexualidade sagrada em nós, o resgate do sentir e do prazer puro)

» Meditação Som da Alma (expressão do som mais sagrado e original em nós, a melodia da divindade que em nós sossega, o som original e único)

Qualquer uma das meditações apresentadas, que oportunamente desenvolverei mais sobre cada uma delas, tem como objetivo principal único - ajudar o participante a retornar à sua originalidade mais pura, à essência do seu existir... ao potencial máximo e inalterável, próprio, único e exclusivo de cada ser.

Além das aulas, que podem ser individuais ou em grupo, estou disponível para dar formação e passar-vos a mensagem para que possas difundir, não o nome, mas sim a lembrança de que TODOS podemos criar e temos direito à originalidade.

Ao vosso inteiro dispor,

Saudações de paz e amor

jcaeiro@live.com.pt | 960059885 (sms)

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